POLÍCIA FEDERAL MIRA POLÍTICOS E ELEITORES DE VR POR SUPOSTOS CRIMES ELEITORAIS
- Osmar Neves Souza
- há 18 horas
- 2 min de leitura
Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (03/04), a Polícia Federal deflagrou a Operação Ambitus com o objetivo de apurar e reprimir os crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral praticados na cidade de Volta Redonda/RJ, no contexto das eleições municipais de 2024. Na ação de hoje foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em residências de investigados, localizadas nos bairros Açude, Açude 2 e Jardim Amália. Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos diversos e anotações, que serão submetidos à perícia técnica e análises para continuidade das investigações.
As investigações trouxeram indícios de que um dos candidatos se articulou com indivíduos que se apresentavam como pessoas dotadas de certa influência em alguns bairros da cidade. A partir disso, tais lideranças intermediavam a compra de votos por meio de valores a serem fornecidos pelo candidato envolvido. Caso o político obtivesse o desempenho esperado nos bairros sob a responsabilidade dos aliciadores e, com isso, fosse eleito, havia uma promessa de premiação por meio de cargos comissionados.
Foram revelados elementos indicando que a compra de votos ocorria por meio da comparação entre a quantidade de votos obtidos pelo candidato investigado nas seções eleitorais existentes nos bairros em que houve compra de votos com a quantidade de títulos de eleitores daqueles cidadãos que se ofereceram para participar do esquema, cujos dados eram remetidos aos investigados pelas pessoas que aceitavam a promessa ilícita de pagamento.
Os indivíduos envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral.
Segundo o delegado Felipe Covre, que atua na fiscalização eleitoral da Delegacia de Polícia Federal local, na operação foram apreendidos celulares e anotações que reforçam as suspeitas de compra de votos durante as eleições municipais de 2024.
Segundo ele, as investigações apontam que um candidato teria se juntado com indivíduos supostamente influenciadores em determinados bairros. Esses 'lideres' intermediavam a compra de votos, com a garantia de apoio eleitoral em troca de dinheiro fornecido pelo político investigado. Caso o candidato atingisse o desempenho esperado nas urnas e fosse eleito, os envolvidos receberiam como recompensa cargos comissionados na administração pública.
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